Acesso Restrito
Sessão CineolhO - 22 de outubro

Publicada em: 18/10/2011    Autoria: Bem TV

Nesta sessão abordaremos uma juventude que não é representada normalmente pelas propagandas de guaraná, celulares ou festivais de rock.
São filmes enfocando o difícil presente e o incerto futuro de jovens de origem não privilegiada, e moradores das chamadas “áreas de risco” que infelizmente são muitas em nosso país. Do “Movimento de Vídeo Popular”, de Goiânia, temos a crua realidade dos internos de um centro de custódia de adolescentes infratores, a maioria usuários do crack, do ponto de vista dos próprios “menores”.

Da Paraíba temos uma forte denúncia em torno do trabalho infantil e adolescente, recorte de um grave problema que nacionalmente ultrapassa em contingente a
marca dos 4 milhões de atingidos.

De Santa Maria no Rio Grande do Sul, uma ficção baseada
em depoimentos reais de pré-adolescentes portadores do vírus HIV.

Do Rio de Janeiro temos ficção e realidade se fundindo no cenário do morro do Vidigal, com a presença do ator
Jonathan Haagensen, protagonista de Cidade de Deus. Após a sessão debate com a presença de realizadores.
“Detalhe”, ficção, 8´30´´, 2008 dir. Maurício Canterle. Santa Maria, RGS Baseado no depoimento de 11 adolescentes portadores do vírus HIV, causador da AIDS (ou SIDA)

“Dadá”, ficção/documentário, 20 min., 2001. Dir. Eduardo Vaisman, Rio de Janeiro. Dilson, Dadá e Denis são três personagens fictícios e amigos inseparáveis. Jonathan, Thaísa e Jésus são três atores que participam de um curta-metragem. Como pano de fundo para ficção e realidade, o morro do Vidigal.

“A que preço”, documentário, 12 min. Eduardo Chaves
Com imagens captadas nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita e Sapé, o vídeo motiva a discussão sobre uma perversa realidade, a partir de relatos de pessoas de diversas faixas-etárias, marcadas pela experiência do trabalho precoce. A opinião popular e o discurso especializado dialogam com imagens de flagrantes do trabalho infantil na capital paraibana.
Presença do realizador.
“É pó, é pedra, é o vício no meio do caminho”, doc. 15 min., 2010.
Realizado em projeto com os internos do CASE - Centro de Apoio Sócio Educativo em Goiânia, a alguns quilômetros de Brasília. O olhar de dentro.

“Alma”, ficção, 9 min. 30 seg. 2004, dir. André Morais, Paraíba
Uma criança, um olhar, mil mundos. Um dia na vida de uma menina e sua doce percepção.

FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD

Publicada em: 18/10/2011    Autoria: Bem TV

Em sua primeira edição, a FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD é um projeto de desenvolvimento de roteiros de curta-metragem, que visa estimular roteiristas e diretores iniciantes.

Tendo por principal objetivo contribuir na capacitação de novos roteiristas, ajudando-os a transformar os primeiros tratamentos de seus roteiros em projetos maduros de curta-metragem, formatados para inscrição em editais de fomento e afins. A FÁBRICA DE ROTEIROS ainda oferece a um de seus participantes, a oportunidade de produzir seu curta.

Nesta primeira edição, que tem como tutora Antonia Pellegrino, roteirista de obras conhecidas como o longa BRUNA SURFISTINHA, e os seriados ALICE, A VIDA ALHEIA, NEGÓCIO DA CHINA E COBRAS E LAGARTOS, serão selecionados 5 (cinco) roteiros para participar do Laboratório.

Após a palestra de abertura, Antonia Pellegrino acompanhará os roteiristas por email, recebendo os novos tratamentos e retornando comentários aos autores, para que estes possam aperfeiçoar seus textos ao longo do Laboratório.

Além disso, as histórias em construção também serão submetidas a outros profissionais atuantes nas diversas áreas do mercado audiovisual, bem como a professores do Departamento de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense - UFF, que observarão os fatores técnicos e estéticos relativos às suas áreas, e proporão soluções criativas para manter o roteiro dentro da realidade orçamentária dos projetos.

A presença dos especialistas convidados visa alertar os participantes do Laboratório das especificidades das diferentes áreas de produção, para que estes possam desenvolver filmes com maior reflexão e consciência do processo cinematográfico. Pretendemos, assim, mostrar que é possível realizar produções de qualidade, mesmo com baixo orçamento.

Ao final do Laboratório, os participantes passarão por um pitching, e o roteiro melhor desenvolvido na FÁBRICA DE ROTEIROS receberá como prêmio a oportunidade de ser produzido pela equipe do NPD – Niterói /RJ, estando apto a participar de festivais e mostras.



Regulamento



1. As inscrições para a FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD 2011 deverão ser feitas no site http://npdniteroi.blogspot.com até o dia 21 de outubro de 2011. Para validar o cadastro, o roteirista deve preencher o formulário de inscrição postado no blog e enviar por email juntamente com uma cópia do roteiro.



2. Serão aceitas apenas inscrições recebidas pelo email npdniteroi@gmail.com, contendo os itens acima relacionados até as 18 horas do dia 21 de outubro de 2011. Um email de confirmação será enviado no ato do recebimento.



3. Serão selecionados 5 (cinco) roteiros de curta-metragem de temática livre, com tempo limite de 10 minutos de duração para participar de um Laboratório, realizado no Núcleo de Produção Digital – NPD – Niterói /RJ, localizado na cidade de Niterói /RJ, de 31 de outubro a 12 de dezembro de 2011, com participação de consultores brasileiros nas diversas áreas que envolvem a elaboração de um filme.

4. Somente serão aceitas inscrições de roteiros para filmes de curta metragem com temática livre. Argumentos, roteiros para longas-metragens e médias-metragens, filmes publicitários ou institucionais de qualquer natureza terão suas inscrições indeferidas.

5. Os roteiros adaptados devem apresentar autorização para a adaptação por parte dos detentores dos direitos sobre as obras originais. A não apresentação de autorização implicará no indeferimento da inscrição.

6. Os roteiros devem conter divisão por sequências e diálogos desenvolvidos. As páginas devem ser numeradas e os roteiros devem conter capa e contracapa. A primeira página deve ser uma capa em que sejam citados expressamente o titulo do trabalho, o(s) nome(s) do(s) autor(es), a indicação do número de versão ou de tratamento em que o roteiro se encontra e o número de registro do roteiro na Fundação Biblioteca Nacional. A segunda página deve conter uma sinopse curta do roteiro, descrita em até 15 (quinze) linhas.

Os roteiros inscritos devem estar registrados na Fundação Biblioteca Nacional. O número do registro deve constar da folha de rosto, junto com o número de tratamento do projeto. Caso o número de registro ainda não seja definitivo no ato da inscrição, será aceito o número provisório.

7. Os roteiros serão lidos por uma comissão de seleção, formada por membros escolhidos pela organização. As decisões da comissão de seleção são soberanas e irrevogáveis.

8. O resultado, com a lista dos 5 (cinco) roteiros selecionados, será divulgado através do site do NPD – Niterói /RJ http://npdniteroi.blogspot.com, no dia 28 de outubro de 2011. Os roteiros selecionados serão diretamente contatados pela organização do laboratório via email.

9. Para a participação no Laboratório, os custos de transporte e alimentação dos roteiristas selecionados deverão ser cobertos pelos próprios.

10. Em caso de co-autoria, os autores deverão enviar o termo de concordância assinado por todos os co-autores, deixando clara a autorização de produzir a obra de acordo com as possibilidades oferecidas pelo NPD – Niterói /RJ.

11. Ao preencher a ficha de inscrição, o(s) roteirista(s) concorda(m) com as datas de realização mencionadas na cláusula 3 deste regulamento e se compromete(m) a estar presente(s) durante o tempo integral de realização do Laboratório, ou seja, do início do evento de abertura, a realizar-se no dia 31 de outubro de 2011 no NPD – Niterói /RJ ao evento de encerramento do laboratório no dia 12 de dezembro de 2011.

12. Ao término dos encontros componentes da FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD 2011, será selecionado 1 (um) roteiro entre 5 (cinco) participantes para ser produzido numa oficina oferecida pelo NPD – Niterói /RJ.

A direção do roteiro caberá ao roteirista vencedor, enquanto as equipes técnicas, a saber, direção, produção, arte, fotografia e som, serão formadas por alunos do NPD. Os membros componentes das equipes técnicas deverão, obrigatoriamente, participar da oficina de produção do curta-metragem.

13. Como contra partida pela participação na FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD 2011, todos os roteiristas selecionados se comprometem a inserir nos créditos finais do filme feito a partir de seu roteiro, independente da época de produção ou da empresa produtora, uma cartela, entre a parte relativa ao elenco e a parte relativa à equipe técnica, em todas as cópias, contendo os seguintes dizeres:

O roteiro deste filme participou da FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD 2011, parte do programa de Desenvolvimento de Roteiros do Núcleo de Produção Digital – NPD – Niterói /RJ.

Além disso, o roteiro vencedor do Laboratório, a ser produzido pelo NPD – Niterói /RJ, deverá conter nos créditos iniciais em todas as cópias, as logomarcas de apresentação da Prefeitura Municipal de Niterói / Secretaria de Ciência e Tecnologia, Secretaria do Audiovisual, Ministério da cultura, Núcleo de Produção Digital – Niterói /RJ, e FÁBRICA DE ROTEIROS – Laboratório NPD 2011. Os créditos finais deverão citar nomes e respectivas funções dos participantes da equipe, bem como nome dos professores orientadores da oficina de produção do curta, e consultores do Laboratório de Roteiro.

14. Os casos omissos serão decididos pela organização.

15. Informações e esclarecimentos podem ser obtidos através do email npdniteroi@gmail.com ou pelo telefone (21) 2610-1516 de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h.

CONGRESSO FORA DO EIXO

Publicada em: 17/10/2011    Autoria: Bem TV

É com grande prazer que convidamos a participar da 4ª edição do CONGRESSO FORA DO EIXO, a principal plataforma de troca de experiências do Circuito Fora do Eixo, rede de trabalhos colaborativa, presente em todos os estados brasileiros, com mais de 100 pontos atuantes no campo da cultura.

Através da criação de um grande espaço de encontro e trocas, o CONGRESSO FORA DO EIXO tem como objetivo debater e formular políticas públicas para a cultura, com foco especial nas articulações em rede. Na oportunidade, agentes de todo o Brasil e da América Latina estarão em contato durante seis dias, debatendo temas como economia criativa solidária, tecnologias de gestão, formação livre, cultura digital, políticas de rede, protagonismo juvenil, midialivrismo e política cultural focadas nos novos contextos sociais.



Em sua 4ª edição o CONGRESSO FORA DO EIXO acontece em São Carlos-SP de 14 a 20 de novembro, integrado à programação do 5o. CONTATO - Festival Multimídia Colaborativo. Estão sendo esperados mais de 1000 participantes, sendo eles, atores sociais atuantes em coletivos de cultura, institutos, fundações, redes sócio-culturais, Pontos de Cultura, Centros culturais, organizações internacionais, além de deputados, senadores, gestores, representantes do poder público, e outros. Além disso, afim de potencializar os espaços de discussão, o 4º CONGRESSO desenvolveu uma proposta de programação livre - a não-grade -, em que temas poderão ser propostos pelas organizações presentes, e operados através de formatos de debates diversos, tais como, as reuniões livres, observatórios, painéis, encontros temáticos, grupos de trabalhos e grupos de discussão. Junto a eles, serão realizados encontros importantíssimos, a citar, o Congresso Nacional do Partido da Cultura, o II Encontro da Universidade da Cultura Livre, o Pré-Fórum Paulista de Cultura Digital e a Assembleia Geral da Associação Brasileira de Festivais Independentes.
Sendo assim, o CONGRESSO FORA DO EIXO convida oficialmente para fazer parte de nossa programação e contribuir para o desenvolvimento e estruturação dos movimentos e grupos que estarão presentes neste grande encontro!

CONGRESSO NACIONAL DO MOVIMENTO PARTIDO DA CULTURA

NO IV CONGRESSO FORA DO EIXO/ FESTIVAL CONTATO



O movimento Partido da Cultura irá organizar uma grande plenária dia 18 de novembro, sexta-feira, como parte das atividades do IV Congresso Fora do Eixo e do Festival CONTATO, que acontecem integrados em São Carlos, de 14 a 20 de novembro de 2011, para que se discuta a plataforma do movimento.



Teremos lideranças dos movimentos culturais, dos partidos políticos e grandes personalidades da cultura brasileira discutindo com as redes, movimentos e agentes culturais. É o passo para a sociedade civil organizada se fortalecer e poder pautar as gestões e a política cultural brasileira, tendo em vista a enorme diversidade cultural brasileira e a organização em rede dos movimentos, descentralizada, horizontal e democrática.



Esta reunião nacional visa constituirmos qual o Projeto Cultural dos movimentos e redes para o país. Como vamos colocar a Cultura como eixo central no debate sobre o projeto de desenvolvimento? Que projeto de sustentabilidade e de formação vamos implementar entre as redes? Como trabalhar em comunicação com as Casas Legislativas de forma orgânica?



O Partido da Cultura surgiu nas eleições de 2010 com o buscando de se chancelar candidatos que incorporarem nos mandatos as demandas da Cultura, inseridas na Carta de Princípios do Movimento, no que toca as leis da cultura e a postura de termos a cultura transversalmente a outras áreas representada nos legislativos. Após as eleições, o movimento tem passado por um processo de encontro de redes para interesses comuns. O Pcult tem como objetivo uma política cultural transformadora, o encontro de pautas comuns entre movimentos e o desenho de um projeto de desenvolvimento sustentável para o Brasil.



Aguardamos seu retorno e, desde já, agradecemos a atenção.



#CONTATOS DA EQUIPE



[Geral]

congresso@foradoeixo.org.br

(11) 4304 1537 | (16) 3412 7124

Ato Show

Publicada em: 13/08/2011    Autoria: Bem TV

Centenas de pessoas compareceram nesta quinta feira dia 11 de agosto ao ato show pela retomada da Cantareira como espaço de convivência cultural popular de Niterói. Promovido pela Rádio POP Goiaba, Araribóia Rock e pelo movimento cultural Arte Jovem Brasileira, o ato contou com a apresentação de muitos artistas da cidade e convidados.

As atividades começaram às 15h horas e invadiram a noite animando os manifestantes. A organização teve apoio de diferentes parceiros dos movimentos sociais e da sociedade civil na sua organização. A UNITEVÊ, TV universitária da UFF, que transmitiu ao vivo pela internet todo o evento. “Eu estava em casa na internet quando minha amiga me passou o link da transmissão, primeiro achei que estaria vazio, mas quando vi o clima da festa... me arrumei e vim direto pra cá!” Disse a estudante universitária Naiara Anauê Pimentel que chegou justamente no momento em que a marcha contra a homofobia saiu do DCE da UFF em direção a praça juntando-se ato.

A estação Cantareira foi o maior espaço cultural público que a cidade já teve; artistas populares, músicos da cidade e outras manifestações culturais tiveram o Palco Livre como único espaço de expressão artística popular. A praça e seu entorno são até hoje reduto de estudantes e artistas que dão ao bairro de são domingos o título de bairro artístico da cidade. O movimento “A Cantareira é nossa” reivindica a reintegração desse espaço público a sociedade e denuncia processos de privatização questionáveis. O histórico do espaço Cantareira e da luta popular por sua não privatização estão no blog http://acantareiraenossa.blogspot.com

A Oficina de Produção em TV

Publicada em: 20/11/2010    Autoria: Bem TV

Estão abertas as inscrições para a nova oficina do NPD - Niterói. A Oficina de Produção em TV, ministrada por Fernanda Alves. Será o primeiro evento destinado exclusivamente ao público adolescente, de 11 a 15 anos, que tem vontade de conhecer e trabalhar com audiovisual pela primeira vez.

Inscreva-se já!

Seminário Latinoamericano Juventude e Política

Publicada em: 27/09/2010    Autoria: Bem TV

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Publicada em: 11/04/2010    Autoria: JOSE SEBASTIAO DE FARIAS FILHO

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por
uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que
resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público. A
prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a
cidade e não faz as obras de infra-estrutura que poderiam salvar
vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria
sorte.
Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação
imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo
desordenado e submete toda a população à sua ganância.
Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos os
corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito
Jorge Roberto Silveira, o secretário de obras Mocarzel, o governador
Sérgio Cabral e o presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa
pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa.
Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e
retirar o nosso direito à cidade.
Nós, favelados, somos parte da cidade e a construímos com nossas mãos
e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas de
abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social brasileira
e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam, justamente no
momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade, jamais
souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e sua
história em situações como a que vivemos agora.
Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito à
nossa dor, exigimos a retratação imediata das autoridades públicas.
Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos, queremos o
compromisso com políticas públicas que nos respeitem como cidadãos e
seres humanos.

Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói
Associação de Moradores do Morro do Estado
Associação de Moradores do Morro da Chácara
SINDSPREV/RJ
SEPE – Niterói
SINTUFF
DCE-UFF
Mandato do vereador Renatinho (PSOL)
Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL)
Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK)
Movimento Direito pra Quem
Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares

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Usuário: JOSE SEBASTIAO DE FARIAS FILHO
Perfil: Aluno
Curso: PEDAGOGIA-LICENCIATURA
Pólo: NIT
Data: 09/04/2010 13h31min

Manifesto traz a luz de volta ao Preventório
Um chevete enferrujado foi "usado" na manifestação

Publicada em: 07/04/2010    Autoria: Guttemberg Coutinho

Em meio ao caos que tomou conta da cidade de Niterói nos últimos dias com a chuva e as dezenas de mortos, os moradores do Morro do Preventório, em Charitas, se revoltaram com a falta de energia elétrica que castigava a comunidade por mais de dois dias. Houve queima de veículos velhos, o que resultou em fechamento da rua principal do bairro.

Por volta de 17:30h, alguns moradores, a maioria jovens entre 17 e 25 anos reuniram-se na subida do morro, em frente ao restaurante Maloca e começaram a manifestação arrastando dois carros para o meio da Avenida Carlos Ermelindo Marins, fechando o retorno e os acessos da via nos dois sentidos. A polícia militar chegou rapidamente, mas não amenizou os ânimos dos moradores que continuaram a sacudir e destruir os veículos velhos.

Os militares buscaram negociar, apenas conversando com alguns dos manifestantes, que teriam condicionado o reestabelecimento da ordem à presença da AMPLA no local. Isso se deu a entender no momento em que os policiais entraram na viatura e partiram com a sirene ligada aos gritos dos manifestantes: "7 horas, hein?". Seria este o prazo para que as autoridades retornassem ao local com os técnicos que reparariam o problema da energia elétrica.

Assim que a polícia partiu, alguns manifestantes jogaram dentro de um dos veículos uma garrafa com combustível que em poucos segundos se transformou em chamas que tomaram conta do carro, gerando uma fumaça negra e elevando ainda mais as exaltações dos moradores que mesmo debaixo de uma chuva e vento que vieram logo a seguir, incendiaram também outro veículo, fechando definiticamente as duas viaS da avenida.

Cerca de 40 minutos depois, uma outra viatura da polícia militar chegou com os técnicos da AMPLa controlando a situação. Os funcionários da concessionária foram ágeis e não tardaram em resolver definitivamente o problema de falta de energia na maior comuniadade de baixa renda de Niterói.

A comunidade do Preventório, agora com a energia elétrica reestabelecida, foi apenas uma das diversas comunidades e bairros de Niterói que encontram-se no caos gerado pela falta de preparo da cidade para casos de situações extremas de anomalias climáticas. Diversos pontos do município sofrem e devem permanecer nesta situação, com a sujeira e a falta de estrutura dos órgãos (in)competentes.


Publicada em: 07/01/2010    Autoria: Juliana Ramos Camargo

Numa quarta-feira, dia 18/11/2009, grupos de jovens participantes da oficina de internet e vídeo, organizados pelo projeto Olho Vivo, no SESC de Niterói, foram entrevistar o morador Antonio José de Souza de 58 anos, apelidado como “Tuninho”. Seus pais moravam em São Fidélis.

Ele explicou que não sabe a origem do nome Morro do Estado, que os moradores foram chegando em 1950 e que um dos primeiros, se não o primeiro a chegar, foi o morador Zarqueu.

Como a maioria dos entrevistados, Tuninho contou que quando chegou na comunidade não existia casas, era mato e barro para todo lado. A maioria das travessas e “becos” havia muito barro, que quando chovia juntava lama . Eram apenas espaços que serviam de criações de animais, como: porcos, cabritos e galinhas. Não tinha fornecimento de água, nem luz, que antes era fornecida por lamparinas. Disse também que só era possível ter água quando enfrentassem grandes filas diante do chafariz. A água era posta em balanças feita com cabo de vassoura amarrados com arames em latas de vinte litros de tintas.

Quando perguntado sobre mudanças e melhorias na comunidade, afirmou que muita coisa tinha mudado para melhor, como o fornecimento de luz elétrica. Pelo o que Tuninho contou, só foi possível através da união dos moradores na distribuição de fios, foram criados reservatórios para o armazenamento de água, o que era mato virou asfalto, as casas que antes eram de madeira, passaram a ser de tijolo. As entregas sempre feitas na “Mangueira”, na rua Araujo Pimenta, pois existia um certo medo e preconceito por parte da sociedade a respeito das Favelas, então carros e outros tipos de veículos não subiam a comunidade.

Sobre os nomes das travessas, Tuninho disse que foram dados a partir de nomes de moradores antigos, mas quando perguntado sobre as regiões existentes, ele disse que o Cocozal era possível imaginar que esse nome foi dado pela falta de saneamento básico naquela parte e que no CP talvez fosse pela maior concentração de cearenses e paraíbas


Publicada em: 07/01/2010    Autoria: Roberta Vieira

Algumas lendas são contadas pelos moradores mais antigos do Morro do Estado, como a lenda da mulher loira que ficava na Mangueira, da mula sem cabeça e a do lobisomem.

Na área da Mangueira, perto do Campinho, quando chegava à noite, aparecia uma mulher loira. Ninguém podia ficar no caminho da mulher loira, senão ela pegava. Não podia ficar no campo, que a mulher loira passava.

Dizem também que existia uma mula sem cabeça e um lobisomem que dormia na porta dos outros.


Publicada em: 07/01/2010    Autoria: Tatiana

Meu primo Edimilson era tudo pra mim, era o primo que eu mais gostava e também meu melhor amigo. Quando ele morreu, fiquei arrasada, fiquei muito mal com a perda dele.

Meu primo morreu na chacina que teve aqui no Morro do Estado em 2005. Foi assim, os policiais antigamente entravam na comunidade iguais a uns loucos, tudo bem que era o serviço deles, mas eles também podiam maneirar, né?

Nesse dia, tinham quatro menores num bar e também tinha um rapaz que tava passando na hora, era um rapaz trabalhador conhecido meu. Perto desse bar tinha uma boca de fumo que se chama a boca do CP. Os policiais entraram no bar, arrastaram os menores pra fora e mataram a sangue frio. No caso do meu primo, os policiais balearam a perna dele com um tiro de fuzil.

Edimilson pediu muito para não o matarem, mas jogaram meu primo de uma altura imensa, do alto de uma escada. Ele desceu rolando e parou no último degrau. Perto desse local tem um hotel, aí o faxineiro do hotel ouviu o barulho e foi ver o que era, e era Edimilson jogado lá fora. Então o faxineiro botou meu primo dentro do hotel e uma pessoa foi lá chamar os familiares, aí fomos lá socorrê-lo, mas infelizmente ele não resistiu.


Publicada em: 07/01/2010    Autoria: Maycon Guimarães

Dona Vilma falou que antigamente, no Morro do Estado, não existia colégio, nem água, nem o posto de saúde. Também não tinha luz, só lamparina. As casas eram de pau a pique e de sopapo, os fogões eram à lenha. Não existiam ruas asfaltadas, era trilha de barro, e cada lugar do morro tinha um dono.

Lá em cima, na região da comunidade que chamam de Campinho, tinha um cruzeiro para celebrar a missa.

No morro, tem placas com os nomes dos becos, e esses nomes eram de moradores antigos que já morreram.

A Rua Padre Anchieta era uma pedreira. O edifício Solar, que já foi uma construção abandonada e abrigou famílias sem-teto, era uma chácara onde morava um homem com seis filhos.

No campo, havia um buraco onde alguns moradores guardavam suas latas para pegar água, pois antigamente as pessoas carregavam água na balança e botavam no galão. Um homem morreu de tanto carregar latas.

No morro, antigamente, não subia nada, quando a gente queria alguma coisa precisava buscar lá embaixo. No morro não subia carro de polícia, era a cavalo.

Dona Vilma falou que antigamente o colégio mais próximo era o Iepic (Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho). Na época, se os filhos chegassem com presentes em casa, as mães iam à escola para saber quem deu e por que.
O nome do colégio Ayrton Senna, que fica no Campinho, foi dado em homenagem ao piloto brasileiro que morreu no acidente na corrida.*

Sobre a Escola de Samba da comunidade, o bafo do tigre, Dona Vilma contou que na época era um bloco de crianças que ficavam batendo nas latinhas de água.
Antigamente tinha uma mangueira no morro do caniço e as pessoas falavam que a mangueira era mal assombrada, que nela tinha: saci, mula sem cabeça, etc.

* Ayrton Senna morreu em acidente no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino de 1994.


Publicada em: 11/12/2009    Autoria: Roberta Vieira

Projeto Olho Vivo 2009

Ontem, dia 10 de novembro, terça feira, os alunos da oficina Internet do Projeto Olho Vivo, da ONG Bem TV. Fizemos uma visita a um local chamado CP, no Morro do Estado. Ficamos sabendo que, antigamente, o CP não se chamava assim.
Conhecemos um pouco da história desse local, conversamos com a dona Iara, que chegou ao morro com 27 anos de idade, e também com o seu Raimundo, que mora lá há 40 anos. Eles contaram um pouco da chegada no morro.

Não deu pra entender tanto o que Dona Iara falava, pois ela é muito conhecida na área e todos que passavam paravam pra conversar com ela, aí atrapalhava um pouco da entrevista, mas foi muito divertido. Dona Iara contou que morava na Ponta da Areia e chegou ao morro do estado através de uma amiga. Na comunidade, conheceu um amigo que tinha um barracão no morro e deixou-a morar lá. Já havia pessoas que moravam lá também.

Segundo Dona Iara, antigamente, por falta de dinheiro, nem foto ela podia tirar. Muitas casas eram de pau- a- pique, não tinha luz e a água os moradores pegavam muito longe, no Ingá, no Campo São Bento e até na Rua São João. Dona Iara falou também que não sabe por que o local se chama Cp., uns dizem que é Comando dos Paraíba, mas pelo que ela falou não é isso (obs.: Ainda vamos descobrir).

Ela contou que existia também uma escola de samba que se chamava Império do Estado, que logo depois virou Império de Niterói, e que até a Dona Iara que fazia as bandeiras da escola de samba. E mais a frente iremos descobrir e contar mais coisas sobre o morro.


Publicada em: 21/05/2009    Autoria: Renan Pinto da Silva

Na noite do dia 7 de maio de 2009, moradores da comunidade do Preventório presenciaram um acidente que por pouco não se transformou em uma tragédia. Era por volta de 19h quando um transformador da rede elétrica na Rua Doutor Leitão pegou fogo. O Niterói Comunidades noticia com exclusividade o fato.
O corpo de bombeiros foi chamado. Usaram extintores de pó químico para apagar as chamas e cuidaram para que pessoas não chegassem perto. O esforço não deu resultado. Os quatro cabos de baixa tensão ligados ao transformador se desprenderam e caíram em cima do toldo de uma janela onde funciona uma lan house, a poucos metros do trailer de açaí, onde havia várias pessoas no momento.

A AMPLA, companhia que administra a rede elétrica na cidade, foi chamada. Ao chegar, analisaram a situação e pouco tempo depois foram embora deixando os cabos no chão com risco de outros acidentes durante a madrugada.

Um morador (ele não quer se identificar?) reclama que sentira "cheiro de queimado" no dia anterior e que há pouco tempo um cabo pegou fogo durante algumas horas. Na ocasião, ele ligou para o Corpo de Bombeiros que, por sua vez, disse que nada poderia fazer, pois afirmaram que estes casos são de competência da companhia elétrica. Ele diz ainda que ligou para a companhia e esta não enviou nenhum técnico para verificar o problema nos dois meses posteriores.

O dono do trailer afirma que o desespero era visível. As pessoas saíram correndo para todos os lados. A lan house teve que desligar seus equipamentos e as pessoas, com medo de sair, permaneceram dentro do estabelecimento, pois a porta fica exatamente embaixo do poste com o transformador que pegou fogo.

A moradora Amaura Lúzia conta que entrou tão desesperada em sua casa, situada a apenas 3 metros de distância do transformador, para ver se sua mãe estava bem, que se acidentou e quebrou o pé. Amaura engessou o pé e passa bem, e afirma que processará a AMPLA pela série de eventos que sucederam.

Esses mesmos moradores acham que o fato poderia ter sido evitado, se o Corpo de Bombeiros, situado na própria Rua Doutor Leitão, não se recusasse a atender este tipo de chamada. Afirmam ainda que chegaram a alegar que não havia extintores no quartel de Charitas.

Algum tempo depois e sem explicações, o abastecimento de energia voltou ao normal nas casas da rua. Já na manhã do dia seguinte, a companhia resolveu o problema de uma maneira que não é a correta e muito menos prudente: os cabos foram emendados. Moradores caracterizaram essa ação com um verdadeiro “serviço de porco” e um desrespeito com a população.

Ao final da tarde do dia 10, voltaram a acontecer acidentes. Dessa vez, um dos fusíveis gerais do transformador, as chamadas “bananas”, pegou fogo e desarmou. A companhia novamente foi chamada e 1h e 20 minutos depois chegou ao local e rapidamente resolveu o problema. No dia 11, novamente aconteceu este mesmo problema e várias casas ficaram sem uma fase elétrica. Nesse caso, não houve demora da companhia.

A moradora Solange Pinto da Silva, irmã da Amaura, foi até a sede da AMPLA na última sexta-feira dia 15, para solicitar a troca do transformador de local, pois este fica a 3 metros da janela de seu quarto e toda vez que acontece um acidente há um risco. Segundo ela, a companhia afirmou não poder trocar o transformador de local, pois afirmam que fazem um estudo antes de instalar este tipo de equipamento. “É um absurdo! Esse transformador era a uns 50 metros da minha casa e foi transferido para cá a mais de 20 anos. Na época inclusive reclamei, mas de nada adiantou. Desde então tem vários problemas desse tipo!”. Ela afirma que na hora, foi apenas prometido que uma equipe comparecesse ao local para fazer as devidas manutenções corretamente.

Já à noite, houve algumas quedas de luz que chegaram a desligar televisores e computadores. Ela relata que viu um grande clarão na direção de Charitas e São Francisco. Mesmo com esse fato não chegou a faltar energia.


Estes não são fatos isolados. Moradores reclamam do descaso e do sistema precário de energia elétrica na comunidade. Alguns locais do Preventório possuem iluminação ineficiente ou simplesmente não contam com o serviço. Falta energia elétrica na região toda vez que chove ou venta mais forte. O curioso é que neste dia o tempo estava normal. Os moradores ainda reclamam que mesmo com esses problemas, as contas de luz são altas e não há nenhum tipo de desconto.

A prefeitura de Niterói está cogitando a possibilidade de abrir uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no município para investigar a companhia elétrica por irregularidades nos sistemas de fornecimento de energia. Em fevereiro deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) promoveu uma audiência pública no SESC de Niterói para discutir irregularidades. A audiência contou com representantes de comunidades de Niterói e São Gonçalo, além de vereadores das duas cidades. Foram discutidos diversos problemas, como o de comunidades de São Gonçalo que nem sequer contam com fornecimento de energia elétrica.

Apesar disto tudo, as pessoas da comunidade do Preventório notam uma curiosidade presente nestas horas. Elas afirmam que sempre que estão sem luz por questões de tempo, nos bairros de Icaraí e São Francisco é muito difícil acontecer esses mesmos eventos. É uma realidade muito presente no Brasil, pois estes bairros são de classe alta e o Preventório é uma comunidade de baixa renda. Também chamam a atenção que ao ligar para a companhia, nunca podem dizer que são moradores de comunidade, pois afirmam que assim eles demoram mais a mandar um carro de emergência.

Os moradores esperam uma melhora nos serviços, e afirmam que o furto de energia não pode ser desculpa para o descaso. Alguns moradores desabafam que ganham um salário mínimo e não têm condições de pagar uma conta abusiva de quase ou mais de R$ 100 mensais. Dizem, ainda, que esse é o motivo para fazerem os chamados “gatos”, com intenção de economizar nas despesas. Alguns ainda sugerem que seja estipulado uma tarifa de baixa renda, já usada pela companhia Águas de Niterói na região.

Entramos em contato com a AMPLA. Por email através do site não obtivemos resposta, o que devemos notar que este meio não funciona. Ao ligar, pediram um telefone de contato que o setor responsável iria retornar a ligação o mais breve possível. Pelos dois meios, até o fechamento da matéria não obtivemos respostas. O transformador da Rua Doutor João Leitão na comunidade do Preventório, continua com seus cabos emendados.





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