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Outubro /2005
Derramamento de Óleo atinge Jurujuba
Trabalho dos Maricultores
Fala aí Comunidade
Educa Juruba
   
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Realização:





Apoio:

  • Administração Regional de São Francisco, Charitas e Jurujuba;
  • Associações de Moradores do Preventório e de Jurujuba;
  • spaço Cultural Casa da Princesa;
    C.E. Fernando Magalhães;
  • E.E. Duque de Caxias; E.E. Maria Pereira das Neves;
  • Igreja Assembléia de Deus do Preventório;
  • Igreja Batista de Jurujuba;
  • Programas Médico de Família da Grota, Preventório e Jurujuba;
  • Secretaria Municipal de Modernização.

 

 
Fala aí comunidade
 
 
Como sabemos, a pesca não é a única fonte de renda em nossa comunidade. Nesta matéria, gostaríamos dar destaque à criação de mariscos, atividade na qual se envolvem muitos moradores da região. Dentre estes, estão alguns jovens, que, por necessidades financeiras, trabalham com a maricultura.

Há determinados momentos da vida em que os jovens desejam se tornar independentes da ajuda financeira dos pais. Esse é um dos motivos que os leva a trabalhar como marisqueiros. Uns iniciam a atividade muito cedo e acabam permanecendo a vida inteira. Outros se envolvem temporariamente para realizar algum sonho de consumo, como comprar uma prancha de surf, um rádio, ou um produto do dia-a-dia, como creme para cabelo ou um refrigerante. Existem também aquelas moças que engravidam na adolescência, largam os estudos e encontram na maricultura uma forma de sustento.

A atividade, apesar de gerar renda para o bairro, sofre muitos preconceitos. Algumas pessoas não consideram a maricultura uma profissão e apontam os trabalhadores como pobres e mal-cheirosos. Por isso, a maioria dos jovens tem vergonha de assumir que descasca mexilhão.

Contudo, há uma questão que deve ser discutida: o preconceito vem dos próprios jovens marisqueiros ou é gerado pela comunidade, que julga a atividade como inferior? Vale a pena pensar sobre o assunto, pois esse emprego é tão digno quanto qualquer outro e merece respeito.

Enquanto conversávamos com uma senhora marisqueira, perguntamos se ela tinha vergonha de contar que trabalhava com mexilhão. A resposta nos surpreendeu: "tenho orgulho de ser marisqueira, pois é um trabalho honesto e que garante o sustento da minha família". Talvez os jovens que descascam mariscos precisem aprender com os mais velhos a valorizar o trabalho que fazem.

Raphael Antunes, Taís de Oliveira, Críntia Martins e Henrique Lúcio

 
 

 

Extraido do jornal comunitário de Jurujuba, Mar de Histórias, produzido por jovens moradores locais.