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  • Administração Regional de São Francisco, Charitas e Jurujuba;
  • Associações de Moradores do Preventório e de Jurujuba;
  • spaço Cultural Casa da Princesa;
    C.E. Fernando Magalhães;
  • E.E. Duque de Caxias; E.E. Maria Pereira das Neves;
  • Igreja Assembléia de Deus do Preventório;
  • Igreja Batista de Jurujuba;
  • Programas Médico de Família da Grota, Preventório e Jurujuba;
  • Secretaria Municipal de Modernização.

 

 

Sorria, Você Está sendo Filmado


Diretora do C.E Fernando Magalhães, Beatriz Trézze
 
A instalação de câmeras de vigilância no interior do C.E. Fernando Magalhães já foi feita há três meses, mas o assunto continua dividindo opiniões. A diretora e os professores acreditam que a decisão é uma forma de manter a segurança do colégio e de disciplinar os alunos. Estes, por outro lado, dizem estar perdendo a privacidade.

"Eu preferiria não ter que usar essas câmeras, mas Jurujuba não é mais a mesma", declarou Beatriz Trézze, diretora do colégio e responsável pelo pedido de utilização dos equipamentos, que foram comprados com financiamento governamental. "A segurança dos alunos e também a nossa vêm em primeiro lugar", completou.

Para ilustrar seus motivos, a diretora contou duas histórias que a amedrontaram. Para começar, lembra que uma vez, durante um fim de semana, várias pessoas entraram na escola sem autorização, para jogar bola na quadra de esportes. Em uma outra situação, um garoto estranho ficou passeando pelo pátio durante o horário do recreio, mas, ao perceber que tinha sido visto pelos funcionários, acabou sumindo. "Entretanto, também não posso negar que as câmeras ajudam a vigiar os alunos, apesar de eu não estar olhando o tempo todo", admite.

A professora de História Maria de Lourdes (Luluca) concorda com as idéias da diretora. "Essa decisão deve ter deixado a Bia muito aliviada, pois os equipamentos ajudam a controlar a chegada de intrusos na escola", afirma. Ela acrescenta ainda que houve uma melhora na conduta dos alunos: "Por causa da vigilância, eles ficam intimidados".

O estudante Daniel Barbosa, de 19 anos, que, há cerca de um mês, decidiu sair do Fernando Magalhães, expressa uma visão bem diferente sobre o assunto. Segundo ele, as câmeras impedem que os alunos ajam naturalmente nas suas atividades diárias: "O fato de estarmos sendo vigiados nos priva de contato mais íntimo ou de brincadeiras com nossos colegas e, além disso, para as câmeras, nós ficamos parecendo sempre bonzinhos". Daniel afirma, entretanto, que não é totalmente contra a utilização dos equipamentos. "Fico no meio termo", diz.

O entrevistado finaliza a conversa afirmando que alunos e professores precisam ter uma relação mais próxima e compreensiva. "As câmeras não servem para dar conselhos, é preciso que os próprios professores mostrem acertos e erros, entendam a origem do mau comportamento ao invés de simplesmente dar ordens", lamenta. "As câmeras só se fazem necessárias na escola porque o ensino não proporciona ao aluno uma boa mentalidade, não conscientiza", completa.

Amanda Alonso, Henrique Lúcio, Marília Souza e Patrícia Lopes

 
 

 

Extraido do jornal comunitário de Jurujuba, Mar de Histórias, produzido por jovens moradores locais.